sábado, 7 de junho de 2008

Eutanásia o fim de um sofrimento



É uma forma de apressar a morte de um doente incurável, sem que esse sinta dor ou sofra, a ação é praticada por um médico com o consentimento do doente, ou da família do mesmo. A eutanásia é um assunto muito discutido tanto na questão da bioética quanto na do biodireito, pois ela tem dois lados, a favor e contra. Mas é difícil dizer quais desses lados estariam corretos, de que forma impor a classificação do certo e errado neste caso. Do ponto de vista a favor, ela seria uma forma de aliviar a dor e o sofrimento de uma pessoa que se encontra num estado muito crítico e sem perspectiva de melhora, dando ao paciente o direito de dar fim a sua própria vida. Já do ponto de vista contra, a eutanásia seria o direito ao suicídio, tendo em vista que o doente ou seu responsável teria o direito de dar fim a sua vida com a idéia de que tal ato aliviaria dor e sofrimento do mesmo. No Brasil a eutanásia é considerada homicídio, já na Holanda é permitida por lei. Um dos casos mais recentes de eutanásia é o da americana Terri Schiavo, seu marido entrou com um pedido na justiça para que os aparelhos que mantinham Terri viva fossem desligados.Este caso chamou a atenção do mundo todo, muitas pessoas se manifestaram contra, as igrejas se revoltaram com tal situação, a família da paciente era contra, os pais dela entraram na justiça tentando impedir tal ação. No fim a justiça e o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, decidiram pelo desligamento dos aparelhos que a mantinha viva. Com casos assim vem à tona em nossas mentes certos questionamentos: Será que alguém tem direito de por fim a sua própria vida ou de decidir o fim da vida de outra pessoa? É correto permitir que o doente viva num estado estático de dor e sofrimento? Bom, essas são perguntas que persistem e até o presente momento não obtiveram respostas. Enfim, este tema é muito sugestivo para uma reflexão, na qual você poderá fazer uma avaliação do certo e errado e do direito sobre a vida.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Pesquisa utilizando células-tronco

Células-tronco, podem ser usadas para testar novos medicamentos para segurança e efeito. Uma medicação poderia ser testada num tipo específico de célula para medir sua resposta mais rapidamente que qualquer teste clínico. Por exemplo, cientistas podem usar uma célula-tronco linha de câncer para investigar uma nova droga antitumor para o crescimento do câncer.
Células-tronco podem também ser usadas para reparar células ou tecidos danificados por doença ou ferimento. Este tipo de tratamento é conhecido como terapia baseada em células. Uma aplicação potencial é injetar células-tronco embrionárias no coração para reparar células que foram danificadas por um ataque cardiaco. Em um estudo da Clínica Mayo (em inglês), pesquisadores induziram ataques cardíacos em ratos e então injetaram células-tronco embrionárias de roedor nos corações danificados. Eventualmente, as células-tronco regeneraram os tecidos musculares danificados, melhorando a função cardíaca do rato.
As células-tronco podem também um dia virem a ser usadas para reparar células cerebrais em pacientes com doença de Parkinson. Os pacientes com Parkinson têm falta das células que produzem transmissores químicos chamados de dopamina(em inglês). Sem dopamina, seus movimentos se tornam trêmulos e descoordenados e eles sofrem tremores incontroláveis. Em estudos, os pesquisadores injetaram células-tronco embrionárias de roedor no cérebro de ratos com doença de Parkinson. As células-tronco geraram células nervosas produtoras de dopamina, melhorando a condição do rato. Os cientistas esperam que um dia possam replicar seu sucesso em pacientes humanos.
Eventualmente, os cientistas podem até desenvolver órgãos inteiros em laboratório para substituir os que foram danificados por doenças. A idéia é esta: eles criariam um tipo de suporte de polímero biodegradável para moldar o órgão para depois disseminá-lo com outras células-tronco embrionárias ou adultas. Os fatores específicos de crescimento ao órgão seriam adicionados para guiar seu desenvolvimento. O suporte coberto de tecido seria então implantado no paciente. Como o tecido teria crescido de células-tronco, o suporte se degradaria, deixando uma completa orelha, fígado ou outro órgão.

Caso Isabela "Processo midiáticos,prisões,imediáticas"

Houve um tempo em que a sorte dos acusados de crimes dependia, entre outros fatores, de sua resistência física. Submetidos a terríveis provas e duelos, declarava-se a absolvição daqueles que se saíam vencedores em tais embates, certamente ungidos com a proteção divina somente outorgada aos inocentes.

Nessa época, um só órgão desempenhava as funções de acusar, de defender e de julgar; e de semelhante modelo não poderia resultar senão esta perversa conseqüência: com o processo, não se pretendia alcançar a verdade, para condenar os culpados e absolver os inocentes, mas apenas extrair a confissão dos acusados, para cujo êxito era empregada, em larga escala, a tortura.

Hoje, seguramente pode-se dizer que vivemos sob a égide de sistema mais justo: se "fulano", "beltrano" ou "sicrano" é suspeito de crime, não basta que a polícia, na fase do inquérito, o considere culpado; não é tampouco suficiente que o Ministério Público venha a acusá-lo formalmente do delito; é indispensável que, por sentença definitiva, o juiz o reconheça como tal, após o curso de um processo em que lhe sejam garantidas amplas possibilidades de contraditar as afirmações do órgão acusador. Assim estabelece nossa ordem jurídica, e assim gostaríamos que fosse, caso na "pele" do acusado figurasse qualquer de nós.

O mais básico dos direitos

No entanto, quando a imprensa traz à tona crime brutal, que nos choca a todos, em não raras vezes somos levados a equívoco lógico que põe abaixo essa equação: do justificável desejo de que sobre o criminoso recaiam as penas da lei, passamos a imaginar que disso siga, como inferência imediata, a conclusão de que o respectivo culpado seja necessariamente aquele a quem se imputa o delito. Ignora-se que, à diferença de momentos históricos precedentes, o processo já não serve para "encontrar", a qualquer preço, um culpado: interessa-lhe tanto a punição do autor do crime, quanto a absolvição de quem, acusado, não o praticou.

Tal observação aplica-se ao propósito da cobertura jornalística sobre a trágica morte da menina Isabella: é impossível não notar, aí, certa predisposição a antecipar eventual condenação do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, respectivamente pai e madrasta da criança. O "tempo" do processo (que sequer começou) não é o "tempo" da imprensa: o primeiro é demorado e sujeito a formas rígidas (para o nosso próprio bem); o segundo é rápido como um raio e exige dos atores da "justiça" bem mais do que cada um pode dar. Diante disso, toma corpo a tendência de precipitar a solução do caso: se a resposta do judiciário virá tardiamente, por que não confiar desde logo nas convicções da polícia, respaldadas que estão por laudos de inegável valor científico? "Foram eles", proclamou, com veemência, determinado semanário. Ilustre comentarista de jornal televisivo chegou a acusar o casal de "abuso do direito de defesa", simplesmente porque os dois insistem em declarar-se inocentes. Numa palavra: nega-lhes o mais básico dos direitos do acusado, em um regime democrático – o de recusar-se a admitir a própria culpa.

Deduções podem ser inválidas

Deveríamos, então, a partir de agora, classificar os processos criminais em dois tipos? De um lado, aqueles em que é cabível o exercício de semelhante direito; de outro, os casos nos quais as "evidências" encontradas pela polícia dispensam tal "formalidade"? E a quem tocará enquadrar cada caso numa ou noutra classe? À polícia? Ao invés das diatribes do comentarista "justiceiro", resigno-me a refletir, por ora, sobre a advertência cautelosa de Francesco Carnelutti, jurista italiano falecido há pouco mais de 40 anos: "Devagar, no julgar, porque é muito fácil equivocar-se".

De fato, a polícia, como qualquer outra instituição composta por seres humanos, não está livre de equívocos. Tanto os exames periciais por ela levados a cabo podem conter vícios técnicos, quanto as deduções feitas, a partir de exames corretamente executados, podem ser inválidas, ou, quando menos, conduzir a resultados apenas prováveis. Não é impossível sequer (por mais improvável que seja) que a polícia queira simplesmente reafirmar, de qualquer jeito, a hipótese que desde o início sustentara, ao temor de que viesse a ser execrada, se, porventura, o inquérito fosse concluído sem o indiciamento de alguém.

Raciocínio simplório

Aqui não vai crítica à autoridade policial condutora do inquérito. Particularmente, penso que ela está apenas fazendo seu trabalho, o qual, ao fim do processo, será tão julgado quanto os futuros acusados o serão. Refiro-me tão-somente a hipóteses "possíveis", não "prováveis", ou "inevitáveis".

Um dos mitos que o século 20 sepultou de vez foi a idéia de que os padrões humanos de "verificabilidade" das proposições (seja na ciência, na história ou mesmo no processo) estão imunes ao erro. O que me admira é que, apesar disso, vozes autorizadas de nosso jornalismo sugiram que retrocedamos a períodos antecedentes, de dolorosa memória. Deveriam, contudo, levar até o fim o simplório raciocínio: se é vedado pôr em dúvida as conclusões da polícia (não apenas neste caso, mas em qualquer outro), por que precisaríamos de advogados, do Ministério Público ou de juízes? Afinal, um só órgão poderia fazer, com maior eficiência e justiça, o trabalho dos três.

Pobreza, corrupção e o sonho olímpico

Duas notícias chamam atenção na edição de quinta-feira (5/6) do Globo: na manchete, a informação de que o Rio continua entre as cidades que disputam a primazia de sediar as Olimpíadas de 2016. É a última colocada entre as finalistas, mas segue na disputa. A outra notícia, também destacada na primeira página, informa que o Rio é a cidade brasileira com o maior número de homicídios por 100 mil habitantes.
O direito de sediar os Jogos Olímpicos é um velho sonho dos brasileiros, e o Rio sempre foi o cartão-postal desse desejo. Mas o que lhe deu a natureza pode ser tirado pela incompetência de seus dirigentes: para ser escolhida, a cidade terá que melhorar muito sua nota nos critérios segurança, meio ambiente, transportes e hotelaria.
As autoridades já anunciam obras de vilas residenciais, corredores de ônibus e a despoluição de lagoas, mas não há perspectivas de reduzir os índices de violência a padrões aceitáveis.
"Doenças da pobreza"
Os dados que dificultam a realização do sonho olímpico estão num amplo estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, divulgado na quarta (5). O cenário traçado na pesquisa "Indicadores do Desenvolvimento Sustentável" mostra que não estamos apenas longe do sonho olímpico: o Brasil também está distante de se tornar um país desenvolvido.
O estudo revela que o país cresce, mas seu crescimento é baseado num padrão predatório, no qual o meio ambiente é devastado para ser ocupado, produzindo pouca riqueza e deixando de lado problemas sociais graves. Os indicadores ambientais são extremamente negativos e se relacionam ao problema das chamadas "doenças da pobreza": por falta de saneamento básico, a população brasileira, de modo geral, está mais distante dos padrões de países desenvolvidos do que o Rio de sediar os Jogos Olímpicos.
Pauta quente
O estudo do IBGE dá oportunidade à imprensa de incluir o desenvolvimento sustentável em sua pauta diária. De qualquer maneira, deve-se observar que dois dos três principais jornais brasileiros, O Estado de S.Paulo e O Globo, deram destaque à notícia, mas a Folha a escondeu no material sobre desmatamento da Amazônia.
O estudo do IBGE mostra a conexão entre problemas sociais e a questão ambiental, uma evidência que os jornais sempre ignoraram. Sem resolver os desafios ambiental e social, não existe desenvolvimento. Antes de sonhar em sediar as Olimpíadas, esse é o tema que a imprensa deveria estar sugerindo a todos os brasileiros.
A editoria de corrupção
Há uma média de cinco casos de corrupção em evidência nos jornais de quinta-feira (5). Mesmo para um país que nunca primou pela correção na administração do patrimônio público, as edições de quinta dos principais diários do país não trazem muitos motivos de orgulho para a brasilidade.
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, mal teve tempo de se desvencilhar da CPI dos Cartões Corporativos e já cai em outra panela quente: ela agora é acusada de haver pressionado a Anac, Agência Nacional de Aviação Civil, a facilitar a venda da Varig para a VarigLog.
A legislação brasileira proíbe o controle de empresas aéreas nacionais por investidores estrangeiros. Em 2005, a VarigLog foi comprada por um consórcio composto por um fundo de investimentos americanos e dois sócios brasileiros. A acusação contra Dilma Rousseff é de que ela teria forçado a venda, sem exigir a comprovação da origem do capital.
Também estão nos jornais os casos de venda de documentos falsos de habilitação nos departamentos de trânsito de São Paulo, Pará e Rio Grande do Sul. Em São Paulo, o corregedor foi afastado, sob suspeita de haver favorecido o esquema. No Rio Grande do Sul, o secretário-geral de governo será convocado a depor na Assembléia Legislativa.
Em Brasília, a Polícia Federal cumpria, na quarta-feira (4), nove mandados de busca e apreensão nas casas de empresários e autoridades do governo do Distrito Federal, por fraudes na Companhia de Desenvolvimento do Planalto. Ainda em Brasília, o deputado Paulo Pereira da Silva se enrola cada vez mais na acusação de haver montado um esquema para influenciar na concessão de empréstimos pelo BNDES.
Pelo andar da carruagem, os jornais já poderiam ir pensando em criar cadernos especiais para abrigar as notícias de corrupção.

Santarém - PA é porta de entrada para turismo regional


TURISMO - As cidades de Santarém e Belém são consideradas pelo Ministério do Turismo como destino indutor do desenvolvimento turístico regional, por isso foram incluídas no Plano Nacional de Turismo.
Irene Belo, que trabalha há 20 anos no setor de turismo, assim como outros empresários acreditam no fortalecimento do setor. "Estamos apostando no grande amor que nos temos ao segmento. Acreditamos nele, mas ainda não é rentável como deve ser”. A cada ano as riquezas naturais de Santarém e dos municípios vizinhos têm sido divulgadas no circuito nacional. Com novas modalidades, como turismo ecológico e os festivais regionais, a tendência é que o turismo nessa região cresça e ganhe força para concorrer com cidades maiores.
De acordo com o presidente do Fórum Regional de Turismo, a natureza da região é um dos grandes atrativos. “O ecoturismo é um dos segmentos mais forte, mas nós temos também a pesca esportiva, turismo rural, turismo de aventura, que ainda pode ser implementado”. Em 2005 a Paratur enviou mais de 450 roteiros para o Ministério do Turismo, 87 foram selecionados. Entre eles, Santarém, que junto com a capital do Estado vai receber recursos e investimentos técnicos para o fortalecimento do setor.

Londres leiloará obras que mostram a intimidade de Picasso

Londres se prepara para leiloar em junho 40 obras de Picasso, pintadas durante férias com a família de Luis Miguel Dominguín, que mostram o lado brincalhão do artista malaguenho.
A coleção de gravuras, obras sobre papel e cerâmica, que será arrematada pela Christie's no dia 25 de junho em Londres, pertence à atriz italiana Lucía Bosé, que se casou com Dominguín em 1955, e com quem teve três filhos.
Picasso (1881-1973), que admirava Dominguín e se inspirou nele para criar algumas de suas telas, deu-lhe de presente 40 trabalhos, explicou a Christie's em um comunicado divulgado nesta quinta-feira em Londres.
Picasso tinha uma grande amizade por Dominguín depois de vê-lo tourear em Arles, no sul da França, em 1958. Os dois amigos passaram muitas férias juntos em La Californie, a vila do artista malaguenho, também no sul do país, com Lucía, os filhos e outros amigos.
"A coleção mostra o lado particular de Picasso, sua grande amizade com Lucía Bosé e a mútua admiração entre Dominguín e o artista", anunciou a Christie's.
Os desenhos inspirados pelos filhos do casal dão uma idéia da diversão e das travessuras de Picasso, qualidade nem sempre associada à sua obra, segundo a casa de leilões.
Nenhum dos três filhos do casal, Lucía, Miguel e Paola, pôde jamais imaginar que os desenhos deles feitos por Picasso e as criações que ele lhes ofereceu de presente se converteriam em um tesouro milionário.
Para comemorar um aniversário, Lúcía, a filha mais velha de Bosé e Dominguín, na época com quatro anos, havia pedido uma boneca. Picasso, então, a presenteou com uma boneca de sua autoria que fez com que Lucía chorasse, já que a menina queria uma boneca que ela havia visto em uma loja.
Agora, calcula-se que La poupée será leiloado por entre 40 mil o 60 mil libras, junto com um retrato da jovem Lucía, vestindo um traje tradicional espanhol, estimado em US$ 30 mil a US$ 40 mil.
Outra obra que a Christie's colocará em leilão é Taureau aux quatre oreilles (Touro com quatro orelhas, criado por Picasso em 1962, logo que Miguel Bosé, que tinha então 6 anos, chegou correndo em seu estúdio para contar que seu pai havia cortado quatro orelhas de um toro.
Picasso lhe respondeu que isso não era possível. No entanto para o menino, que hoje em dia é cantor, se Picasso pintava mulheres de quatro olhos, sua história poderia ser verdade.
O quadro será leiloado por um preço calculado entre US$ 40 mil a US$ 60 mil.
O artista também pintou a babá das crianças, Reme, que foi retratada em um de seus quadros com várias pernas, e está avaliado em 80 mil libras ou US$ 160 mil dólares.
O dinheiro arrecadado será destinado ao pequeno Museo de los Angeles, en Turégano Turégano, na Segóvia, um projeto no qual Lucía Bosé dedicou muita energia e carinho.
"Pablo Picasso era um amigo querido meu e de minha família e esta coleção representa muitos dos momentos felizes que passamos juntos", explicou Bosé, que abandonou o toureiro em 1968, quando retornou à carreira cinematográfica.
"Decidi leiloar esta coleção para dar a oportunidade ao mundo de ter o prazer de desfrutar destas maravilhosas obras", afirmou Bosé.